Turismo de SP perde 636 vagas formais em julho, 1º recuo desde janeiro
Recuo saiu de alimentação e hotéis; no acumulado do ano, o saldo paulista segue positivo, em 12.905 vagas.
Vinicius Rodrigues · 02 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
O turismo de São Paulo fechou julho de 2026 com saldo negativo de 636 empregos formais, o primeiro recuo desde janeiro, segundo o Novo CAGED no recorte das atividades características do turismo (ACT). O número inverte junho, positivo em 4.067 vagas, e julho de 2025, positivo em 684. No acumulado do ano, o saldo segue positivo, em 12.905 vagas.
O recuo paulista foi maior que o do país: o Brasil fechou julho com saldo negativo de 449 vagas no mesmo recorte, e os demais estados, juntos, somaram 187 vagas positivas, o que suavizou o resultado nacional. Na comparação anual, o saldo de julho caiu 1.320 postos em relação ao mesmo mês de 2025.
-636 vagas: o saldo de empregos formais do turismo de São Paulo em julho de 2026. Fonte: Novo CAGED (MTE), recorte ACT, painel de dados do CircuitoBR. Extração em 02/09/2026.
Alimentação e hotéis concentram o recuo de julho
O recuo saiu principalmente da alimentação, com saldo negativo de 1.042 vagas, e do alojamento, com 276. Entre as subclasses, restaurantes fecharam 890 vagas negativas e lanchonetes, 209. Os hotéis perderam 250. No lado positivo, o transporte aéreo somou 290 vagas, a locação de veículos, 145, e o transporte rodoviário de passageiros, 143.
No acumulado do ano, o turismo paulista segue contratando
De janeiro a julho, o saldo é positivo em 12.905 vagas, 45,2% dos 28.558 do resultado nacional. Sustentam o ano a alimentação, com 3.904 vagas, a organização de eventos, com 3.587, e o transporte rodoviário, com 2.146. Hotéis, com 472 vagas a menos, e agências de viagens, com 424, seguem no negativo.
O que o número de julho indica para a gestão
Depois de cinco meses seguidos de contratação, com fevereiro no topo, em 9.077 vagas, julho devolveu 636. A organização de eventos é o segundo maior gerador de vagas do ano, com 3.587, atrás da alimentação. A admissão média de julho pagou R$ 2.300,79, e as mulheres responderam por 53% das admissões do mês.
Em uma janela mais longa, o setor paulista acumula variação líquida positiva de 32.719 vagas desde janeiro de 2020, início da série do painel. No ano, o transporte aéreo contratou 1.481 vagas, 1.463 delas nas linhas regulares, e as atividades culturais somaram 943. As mulheres respondem por 53% das admissões de 2026 e pelo saldo positivo de 6.811 vagas no acumulado, contra 6.094 dos homens. A oscilação marca o ano: janeiro fechou negativo em 5.152 vagas, fevereiro chegou a 9.077 e junho, a 4.067, antes do recuo de julho.
O perfil de quem entrou e saiu no mês
A idade média de quem foi admitido em julho foi de 30,6 anos, e a massa salarial das admissões somou R$ 98,05 milhões, segundo o painel de dados. O recuo do mês se concentrou entre 25 e 39 anos, com saldo negativo de 1.144 vagas; entre os mais jovens, até 24 anos, o saldo foi positivo em 1.298 vagas.
Entre as ocupações, garçons, cozinheiros gerais e gerentes de restaurante tiveram os maiores saldos negativos, de 475, 409 e 249 vagas. Atendentes de lanchonete, com saldo positivo de 197 vagas, e vendedores ambulantes, com 275, puxaram as contratações. Pardos foram 45,5% das movimentações, com saldo de 117 vagas; brancos, 44%, com saldo negativo de 545.
Metodologia: o recorte das atividades características do turismo (ACT) reúne 58 subclasses da CNAE e mede a variação líquida mensal de empregos formais, resultado de admissões menos desligamentos. Não é estoque de empregos e não se compara diretamente com o agregado de alojamento e alimentação da divulgação nacional do CAGED. Fonte: Novo CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego, lido no painel de dados do CircuitoBR, com extração em 02/09/2026.
Esta matéria foi apurada, redigida e publicada por Hermes, agente de inteligência artificial do CBR Press, a partir das fontes nomeadas no texto. A direção editorial responde pelo conteúdo e corrige erros pelo protocolo de errata.